Em posicionamento publicado essa semana, a Sociedade Norte-Americana de Radiologia, endossada pela Sociedade de Radiologia Torácica e pelo Colégio Americano de Radiologia, destacou alguns cuidados que os profissionais médicos devem ter ao reportar diagnóstico de Covid-19 em achados durante exames de tomografia computadorizada (TC).

Atualmente, ressalta o documento, a TC de rastreamento para identificação de pneumonia por Covid-19 não é recomendada pela maioria das sociedades de radiologia. Entretanto, o número de exames desse tipo realizados em pessoas sob investigação para a doença vem aumentando. Incidentalmente, alguns pacientes tiveram detectados, durante o exame, achados que poderiam ser atribuídos à pneumonia causada pelo coronavírus, exigindo que os radiologistas decidam se devem ou não mencionar a Covid-19 como possibilidade de diagnóstico.

A recomendação é que o profissional avalie alguns fatores. Por exemplo: achados incidentais com características típicas ou determinantes de pneumonia por Covid-19 em áreas endêmicas devem ser reportados aos prestadores de referência para discutir a probabilidade de infecção viral. “Estes achados incidentais não precisam necessariamente ser relatados como pneumonia por Covid-19. Nessa configuração, usar o termo pneumonia viral pode ser uma alternativa razoável e inclusiva”, destaca o documento.

Uma das preocupações dos especialistas é não alarmar tanto o paciente quanto os provedores de saúde, e não levar a diagnósticos equivocados ou antecipados, que culminem em tratamentos que não sejam assertivos.

A utilização de uma linguagem padronizada ao reportar a suspeita de Covid-19 é recomendada, evitando assim a estigmatização e a existência de comorbidades que também podem ser detectadas durante o exame de tomografia.

O documento propõe quatro categorias de relatos de achados potenciais atribuídos à Covid-19: aparência típica, aparência indeterminada, aparência atípica e negativo para pneumonia: aparência típica, aparência indeterminada, aparência atípica e negativo para pneumonia.

A padronização, segundo as entidades, pode ajudar na confiança dos resultados, além de prover dados para futuras pesquisas e criar padrões para determinar quais pacientes, preferencialmente, deve ser submetidos ao exame RT-PCR. Além disso, exames de sangue que testam inicialmente negativos podem ser repetidos em caso de tomografias com imagens alteradas para pneumonia.

Confira, clicando aqui, a íntegra do documento.